Confeccionada em tecido 100% algodão orgânico cultivado na Paraíba, na cidade de Remígio e Ingá, pela Rede Borborema de Agroecologia, fruto da agricultura familiar da região é uma parceria que se iniciou em 2021 e agora contempla nossa teia desde o plantio da primeira semente até a pluma coletada manualmente.
Mata Atlântica contempla o segundo capítulo da coleção FLORESTA, um estudo dos biomas a partir de plantas que dialogam com nossa identidade e pesquisa tintorial.
Encontro criativo entre Flavia Aranha, o parabotânico Jorge Ferreira, o designer Gil Prado e o gravurista Artur Soar, que mergulharam na Floresta para revelar graficamente as belezas naturais através da técnica de monotipia, que navega pela poesia do processo presente: tinturar e carimbar a matéria prima, apenas uma chance para revelar o processo, recomeçar, se necessário.
A planta retratada nessa peça é uma samambaia, rara e nativa da Mata Atlântica, a abre-caminho não se resigna ao chão, busca crescer em direção ao céu e se apresenta como trepadeira. Seus pecíolos longos se enrolam e serpenteiam, abrindo passagem pela densidade da floresta. Utilizada em chás medicinais no combate a inflamação e problemas respiratórios, essa planta atravessa a densidade abrindo o campo sutil e afastando más energias.