Acessórios Pomar - Os frutos da Capitania das Fibras

Acessórios Pomar - Os frutos da Capitania das Fibras

 

A percepção das matérias-primas traz os contornos das criações do Núcleo Capitania das Fibras. A riqueza de detalhes própria do artesanato é mantida na fibra de bananeira moldada pelas artesãs, na madeira de reaproveitamento esculpida pelos artesãos, no encontro de diversas habilidades que compõem peças inspiradas nas vivências, na ruralidade reinventada, na identidade cultural de onde vivem. 

 

 Foto Fernanda Tricoli

O Núcleo se localiza em Capitão Enéas, região norte de Minas Gerais, onde se vê a resistência da Caatinga. Surgiu a partir da Associação dos Artesãos de Capitão Enéas e, ao produzir utilitários e peças decorativas, elegeu as frutas para compor suas peças de entalhe. Dentre elas, a jaca, a banana, a manga e o caju, celebram as cores e texturas naturais próprias das madeiras. 

 


A escolha, especialmente da madeira, varia de acordo com a disponibilidade do que se encontra, e o processo se dá a partir das características naturais das peças que serão trabalhadas. Há também especificidades: a jaca costuma ser em umburana por ser uma madeira mais fina, que possibilita a feitura dos detalhes que representam a fruta. 

 

Fotos Fernanda Tricoli 


Com o incentivo de instituições como o Senar, o Sebrae e o governo local, se reuniram artesãs e artesãos, com diferentes experiências, para trocarem saberes entre si. As mulheres que antes produziam móveis ampliam seus olhares para outros produtos de decoração. No caso de Ramon, que já fazia seu artesanato individualmente, ele passou a integrar o grupo e junto a André se dedica a produção das frutas tão características do grupo. 

 

 

Na Capitania das Fibras o sentido do fazer se aprimora na interação entre as pessoas, seus conhecimentos, expressões e intenções. O quê se cria ganha forma por mãos habilidosas e nos convidam a observar elementos presentes no cotidiano.

 

 Foto Fernanda Tricoli

As frutas são nutritivas em nosso encontro. O realismo da forma se reduz em escala, ao mesmo tempo em que se mantém a grandeza do trabalho pouco a pouco esculpido em madeira.

 

 

As mini frutas demandaram a adequação de ferramentas e o modo de se fazer, especialmente os detalhes, além de adaptar a matéria-prima, pois as madeiras mais resistentes são também mais duras e difíceis de serem trabalhadas. Para isso, antecederam estudos até que as peças passíveis de redução fossem escolhidas. O abacaxi, por exemplo, por conter muitos detalhes dificilmente manteria sua característica em uma pequena peça. Nesse processo de adequação, em que especificidades mantiveram a identidade do Núcleo, a criatividade é essencial. 

 

Fotos Fernanda Tricoli  

Agora, Capitania das Fibras e Flavia Aranha, apresentam as criações de um jeito especial, colocando as mini frutas como pingentes vestíveis. Penduricalhos que trazem ares tropicais, brincantes e frutíferos com elegância. 

Os acabamentos finais dos acessórios foram feitos em mais uma parceria com o Estúdio Iracema, com argolas e correntes em latão banhado a ouro. 

Conheça as peças clicando aqui.

 

Escrito por Sabrina Morais e Maria Beatriz Machado 

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